Toda cidade grande, cosmopolita tem áreas que concentram gastronomia, arte, compras e entretenimento de modo geral. Em Londres o Covent Garden é onde isso acontece.

Embora os mercados e a The Piazza sejam os nomes que mais representam a área, Covent Garden é na verdade uma região próxima ao centro de Londres que reúne os mais tradicionais teatros, vários restaurantes, artistas de rua e claro os mercados com lojas, bancas de frutas, artesanatos e muito mais que veremos adiante.

Sempre que estou montando nossos roteiros de viagem e encontro lugares históricos que chamam minha atenção, procuro me aprofundar um pouco sobre o que aconteceu desde seu início até os dias de hoje. Pois há visitas que sem sabermos o contexto histórico tornam-se muito vagas, desinteressantes.

Quando incluí o Covent Garden na programação de nossa 3ª ida à Londres, segui essa regra e quando cheguei lá foi como se eu já conhecesse, pois a cada espaço que passávamos eu lembrava de algumas linhas que tinha lido a respeito, seja num detalhe da construção, seja num espaço que antes tinha uma finalidade e agora tem outra.

Dessa forma, vou deixar registrado aqui um resumo do que li a respeito. Com toda certeza, você leitor que ainda não conhece a região, vai lembrar de algumas dessas linhas quando estiver diante dos lugares mencionados aqui.

⇒ Leia também nosso post sobre o Borough Market em Londres.

Sobre o início de Covent Garden – um pouco de história

A história de Covent Garden começou a se desenhar em meados do séc. VII, quando o duque de Bedford concedeu um espaço nos jardins da sua mansão para que bancas para venda de frutas e flores fossem montadas.

Porém, antes disso, o local onde hoje está o prédio onde funcionam o Apple Market e várias lojas era o jardim do convento de São Pedro.

Mais adiante, o mercado improvisado que inicialmente era temporário, passou a acontecer 3 vezes por semana após uma concessão de Carlos II. Essa licença não liberava a feira aos domingos nem tampouco no Natal.

Assim, a feira de frutas, legumes, flores, ervas, raízes e lojas acontecia junto ao muro dos jardins. Estava criado um mercado!

O mercado

Como a região era, em sua maioria, habitada por moradores da elite londrina, esses mostraram-se insatisfeitos com o barulho e sujeira causados pelo mercado frequentado e mantido por plebeus. Por fim, foi fechado por alguns anos.

Até que em meados do séc. XVIII, mais precisamente em 1748, o espaço foi reconstruído e, na ocasião, o prédio ganhou andares superiores com lojas. Dessa forma, o mercado atingiu um conceito bem mais elevado por toda sociedade local.

A região

Como resultado do progresso, a região de Covent Garden foi sendo conhecida como a região dos teatros e óperas. Com isso, artistas sempre circulavam pelas ruas a caminho dos teatros onde iriam se apresentar. A boemia estava instalada.

O Theatre Royal em Drury Lane e a Royal Opera House são dessa época. A Igreja de São Paulo, que fica a oeste do mercado, passou a ser chamada de Igreja do Ator por ser frequentada por quem trabalhava nos teatros ao redor. Bem como puderam começar a frequentar o Rules Restaurant na Maiden Lane, conhecido como o mais antigo de Londres.

Em 1974  mercado de flores, frutas, legumes, peixes foi transferido para Nine Eles Battersea, onde funciona ate hoje oferecendo também opções de cafeterias e restaurantes.

Mas nem só de mercado vive o Covent Garden como já dissemos… pelo entorno da Piazza e pelas ruas adjacentes acontecem há muito tempo apresentações de artistas dos mais diversos estilos.

Nesse sentido, vale destacar o Punch and Judy, um famoso pub onde iniciaram shows de marionetes lá pelos anos de 1700. Depois disso, tornaram-se populares e um dos símbolos do Covent Garden Market. Fica em frente à igreja de São Paulo com uma varanda que é lugar ideal para assistir às apresentações da Piazza.

O atual Covent Garden

O que vemos hoje é o Covent Garden – mercado – resultado de uma reconstrução finalizada em 1828 após o grande crescimento da região.

Seu design neoclássico tem assinatura de Charles Fowler, onde vemos um mercado brilhante, alegre cheio de vida, luz, cor e energia.

Desde então passou a ser ponto de socialização entre a alta sociedade, pessoas comuns, floristas e fazendeiros. Estava dividido em 5 áreas: Russell Street, Row, Flower Market, Charles Market e Flower Hall.

Atualmente, mesmo com a mudança do mercado de frutas/ flores, ainda há bancas que vendem esses produtos e muitas outras coisas.

Apple Market

Apple Market em Covent Garden

Funciona na parte norte do prédio, com cerca de 40 bancas que vendem de tudo. Nelas encontramos flores, artesanato, roupas, bijuterias a ainda lojas e muitas opções de onde comer.

Confesso que esse foi o espaço que mais me conquistou. Adoro uma feirinha, amo artesanato e toda a vibe que esse tipo de lugar emana.

Aproveitamos que estávamos por lá fomos comer. Eu optei por uma comidinha mais saudável, sentamos no Le Pain Quotidien. O cardápio oferece opções de preparos com produtos orgânicos, glúten free como também não poderia deixar de ter Gasping Goose, uma sidra orgânica que claro estava no meu pedido.

Refeições

Gasping Goove £ 4,95 e o prato foi o The Gardener’s Lunch £ 10,95

Fomos então para a Shake Shack, Ricardo queria matar a saudade do hambúrguer que sempre come quando vamos aos Estados Unidos.

Shake Shack em Covent Garden

Horário: 2ª a sábado das 10:00h às 18:00h e aos domingos das 12:00h às 18:00h. Nas  2ª tem uma feira de antiguidades.

Jubilee Market Hall

Jubilee Market Hall - Covent garden

Fica no lado sul da praça. Vende antiguidades e muitas outras mercadorias, desde roupas, produtos de beleza, utensílios para casa.

Nos finais de semana funciona uma feira Artes e Ofícios com produtos feitos pelos artesãos de todo Reino Unido.

Horário: 2ª das 5:00h às 17:00h, de 3ª a 6ª das 10:30h às 19:00h e aos sábados e domingos das 10:00h às 18:00h

East Colonnade Market

Lá encontramos sabonetes artesanais, joias, roupas infantis de tricô, bolsas, barraca de doces, de mágica e ainda obras de arte.

Horário: 2ª a sábado das 10:00h às 18:00h e aos domingos das 12:00h às 18:00h.

Teatros em Covent Garden

Além do teatro de rua que já mencionamos aqui, os tradicionais que, em sua maioria, funcionam em lindos prédios centenários, chegam a mais de 20 fácil, fácil Isso mesmo, quem gosta de espetáculos dos mais variados estilos não tem como sair sem assistir a pelo menos um.

Nós assistimos Tina no Aldwych Theatre. Vimos um anúncio sobre o espetáculo no ônibus e ainda durante o percurso compramos os ingressos pela internet para a noite daquele mesmo dia.

O espetáculo foi excelente (todo em inglês é claro). Teatro cheio e no final todos acabamos de pé cantando e dançando hits da cantora.

Não é permitido fotografar nem filmar durante o musical, mas registrei um pouco do balde entrada do prédio.

Alguns dos teatros da região

The Royal Opera House

Lyceum Theatre – com O Rei Leão

Teatro em Covent Garden - Londres

Cambridge Theatre – com Matilda

St. Martin Theatre

Novello Theatre – com Mamma Mia

Aldwych Theatre – com Tina

Theatre Royal Drury Lane – 0 mais antidoping teatro de Londres ainda em operação

London Coliseum

Duke of York’s Theatre

English National Opera

⇒ Vá ao Tkts, em Leicester Square para comprar ingressos com desconto para espetáculos no mesmo dia.

Museu do Transporte de Londres – London Transport Museum

Museu dos Transportes em Covent Garden Londres

Na praça de Covent Garden fica uma das atrações turísticas mais populares de Londres. Instalado num edifício histórico de 1871, que fazia parte do antigo mercado, o museu conta a história dos transportes em Londres, desde as barcaças Tudor, passando pelos bondes vitorianos que eram puxados a cavalo, o metrô chegando aos tão tradicionais e icônicos ônibus vermelhos londrinos.

Ingressos aqui.

Horários – Todos os dias da semana das 10:00h às 18:00h.

Vale ou não incluir Covent Garden no seu roteiro em Londres?

E ainda

Aproveitando que o tema desse post é sobre uma atração, sugerimos ler sobre a Ponta do Seixas, em João Pessoa: o ponto mais Oriental das Américas do blog Oncotô Travel. Não deixe de ver também a Mesquita Sheikh Zayed Grand Mosque: a linda mesquita de Abu Dhabi que Luciana visitou e registrou no blog Let’s Fly Away e para quem adora ver uma cidade lá do alto de lindo prédio/mirante, não deixe de ler sobre o Summit One Vanderbilt – Observatório em Nova York no blog no blog Uma viagem diferente.

Contudo para quem quer ver mais sobre Londres, dá uma olhada no blog De lugar nenhum sobre 15 Atrações de Londres de tirar o fôlego!. Porém se seu destino da fila é Paris, indico o que Luana escreveu sobre Melhores pontos turístico de Paris lá no Viagem e Cura. Como se não bastasse essas dicasacrescento 10 atrações supersticiosas pelo mundo que Gisele escreveu no Destinos por onde andei.

Também para quem pretende viajar para lugares mais próximos ou mesmo pelo Brasil, temos outros textos muito interessantes para indicar. Anotem:  Palácio Barolo: uma atração surpreendente em Buenos Aires lá no Uma Senhora Viagem,  O que fazer em Teresina, Piauí: principais atrações do Família que viaja junto, 10 atrações na Lapa com dicas do Vamos viaje pra onde agora? E ainda Circuito janela do Céu no Ibitipoca pelos olhos do Viajando com Moisés e Mina do Chico Rei e Mina da Passagem: atrações imperdíveis em Ouro Preto num post do Entre Mochilas e Malinhas.

Diante de tudo isso que mostramos aqui, dá para montar vários roteiros com atrações dos mais variados estilos de viajante :).

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