Por aqui não estamos viajando desde que a pandemia chegou valendo, optamos por esperar o que virá pela frente, a tal sonhada vacina e como as coisas irão ficar quando tudo acalmar. Porém, há quem tenha coragem e encare uma viagem mesmo com a COVID-19 por aí. Aqui o relato de uma viagem de uma semana para Gramado na pandemia. Uma leitora viajante topou nos contar como encontrou o turismo na cidade.

Vamos ver o que ela tem para nos contar :). O espaço é seu Vanessa!

Olá, meu nome é Vanessa, moro no Janga (Pernambuco), trabalho com Marketing e amo chocolate e viagens.

Estava com tudo organizado para viajar na segunda quinzena de março com a minha mãe para Gramado. Ela tinha muita vontade de conhecer e aproveitaríamos o período em que a cidade está decorada com o tema de Páscoa. Veio o início da pandemia, ainda pensei em manter a viagem mas não seria prudente.

Cancelei as reservas um dia antes do embarque. Estava com hotel, transfer e dois tours fechados via Hotel Urbano  (Uva e Vinho – aquele da Maria Fumaça – e o jantar temático no Garfo e Bombacha). Os voos com a Gol.

Tranquilo o contato com a cia aérea por telefone. Demorou um pouco para conseguir atendimento, mas o crédito foi oferecido de imediato.

Com o HU tive que abrir chamado pelo site e também fiquei com crédito que deveria ser utilizado em até um ano da data da compra (jan 2021). Demoraram para validar o crédito no site mas haviam falado da alta demanda.

Fiquei em casa nos meus 15 dias de férias e mais adiante, em agosto, programei mais 15 dias para novembro. Dessa vez pegaríamos a decoração de Natal Luz em Gramado.

Paguei uma diferença boba de valor pelos voos, mas o hotel, transfer e tours estavam absurdamente mais caros. Sei que há uma diferença nas tarifas nesse período de alta estação, mas não esperava que o crédito seria suficiente apenas para a reserva do hotel (tive que comprar novamente transfer e os dois tours). Pesquisei com algumas agências, porém o Hotel Urbano ainda era mais vantagem. Terminei comprando tudo com eles mais um tour, o Nova Petrópolis + Compras.

Fiquei observando as informações sobre Porto Alegre nos noticiários. A pandemia continuava e viajaríamos, eu e uma idosa com 72 anos, em meio a vários riscos. Comprei uma caixa de máscaras cirúrgicas descartáveis, tubos de álcool em gel e fomos.

Chegou o dia da viagem

Check -ins antecipados, uma mala só para despachar. O aeroporto do Recife estava tranquilo até chegar a fila do embarque. Normal como sempre, todo mundo junto sem respeitar distanciamento. Voo cheio mas com protocolos sendo respeitados, serviço de bordo apenas com água e desembarque por fileira (se os comissários não ficassem em pé bloqueando a passagem e no áudio pedindo para que as pessoas permanecessem sentadas, o desembarque teria sido tumultuado como sempre).

Voo de Guarulhos para Porto Alegre a mesma coisa, troca rápida de avião e não percebi agitação no aeroporto.

Estávamos em Gramado na pandemia – como encontramos a cidade

Transfer para Gramado com a Brocker Turismo, assim como os tours. Fomos em uma van, todos de máscaras, janelas abertas mas nada de distanciamento.

Optei pelo Master Gramado Hotel, ficamos sete diárias. Hotel perto do centro e com infraestrutura bem legal. O café da manhã de lá tinha sido eleito o melhor de Gramado em 2019. Check-in rápido, equipe paramentada.

Não tirei fotos mas o quarto era bem amplo, camas boas, limpeza diária, amenidades legais, banheiro grande com ótimo chuveiro.

Café da manhã excelente, boa variedade, tudo gostoso. As mesas estavam bem espaçadas, acesso ao buffet por um local e saída por outro. Funcionário pondo álcool em gel em todos ao acessar, proibido circular sem máscaras. Tranquilo.

Na sexta-feira vi que mudaram a configuração do buffet e tinham aberto mais espaço no salão. Perguntei a razão e disseram que teriam 500 pessoas para o café da manhã no final de semana. Levei um susto!

Gramado estava lotada no sábado e domingo à noite, muita gente na rua. Optamos por não sair à noite.

Nosso roteiro em Gramado na pandemia

Dia 1

Chegamos em uma quarta-feira final de tarde e circulamos pelo centro, jantamos na Pizzaria Scur, uma excelente indicação de rodízio. Mesas espaçadas, álcool em gel à disposição;

Dia 2

Na quinta-feira fizemos o tour Nova Petrópolis + Compras. Foi bem agradável. Fomos ao parque Pedras do Silêncio, espaço lindo com esculturas em pedra contando a história dos imigrantes alemães, jardins bem cuidados.

Parque Pedras do Silêncio em Gramado

Depois fomos ao centro de Nova Petrópolis, Rua Coberta, Labirinto Verde e Praça das Flores. Na sequência ao Parque Aldeia do Imigrante que é um local bem legal, com uma vila que remete à história da chegada dos imigrantes alemães e tem reprodução de igreja, escola, salão de festas, etc.

viagem na pandemia da COVID-19

Fomos a lojas de queijos, vinhos, malhas, couro e paramos em uma loja de fábrica de doces uruguaios (alfajor, doce de leite, chocolates).

Finalizamos o dia na Casa Sander, propriedade onde cultivam uvas, amoras, mirtillo (comemos do pé) e produzem artesanalmente sucos, geleias, queijos.

Finalizamos o dia jantando na Casa da Velha Bruxa;

Dia 3

Na sexta-feira  tínhamos o dia livre e pegamos um Uber para ir nas lojas de ponta de estoque de calçados que ficam distante uns 15 minutos de Gramado, na Avenida das Hortências antes da entrada de Canela. Na rodovia que tem essas lojas (são umas quatro e vale a pena visitar) tem outros pontos interessantes próximos.

Algumas lojas de chocolate e o Reino do Chocolate Caracol que fica em uma construção que remete a um castelo medieval. Lá dentro você conhece a história do Cacau, o cultivo e a produção do chocolate.

⇒ Veja também o post Viagens gastronômicas – Chocolates

Visitamos a Aldeia do Papai Noel na volta. Muito legal, espaço amplo e arborizado, bem lúdico com vários brinquedos para as crianças, tem a casa do Papai Noel. Ainda vimos uma rena.

Almoçamos na Rua Coberta e à noite pegamos o Bus Tour Illumination. O ônibus estava todo decorado e na saída da loja da Brocker Turismo tinha uma apresentação do Papai Noel, depois uma parada em um prédio na Avenida das Hortênsias para uma apresentação musical e seguimos para Canela onde fizemos uma parada na Catedral para ver o espetáculo de luzes;

Gramado na pandemia

Dia 4

No sábado madrugamos para o tour Uva e Vinho. A primeira parada foi na fábrica da Tramontina e na Fetina de Formaio, loja de queijos. Seguimos para a estação ferroviária para fazer o passeio de trem percorre as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa. Eu adoro esse tour! Dentro dos vagões havia distanciamento. A cada duas poltronas, duas outras estavam bloqueadas.

Gramado na pandemia da COVID-19

Nas paradas nas estações de trem serviram vinho, espumante e suco de uva dentro dos vagões. Antes da pandemia, todos desciam nas estações para fazer essas degustações. Mantiveram as apresentações artísticas dentro do trem, mas sem chamar os turistas para participar das brincadeiras.

No final do passeio de trem visitamos o parque Epopeia Italiana que oferece uma experiência na qual parece fazermos parte da história, com cenários bem legais, entre eles, o de um navio que transportava os imigrantes.

Fomos à vinícola Aurora e depois visitamos uma malharia, vimos o processo de fabricação e tivemos um tempo para compras.

Chegamos no hotel umas 20h e, vendo que o centro estava bastante movimentado, resolvemos não sair mais;

Dia 5

No domingo usamos o Bus Tour que é aquele ônibus turístico de primeiro andar que tem paradas em várias atrações turísticas e com horários pré-definidos. Funciona super bem, é pontual e tem um app que faz com que você saiba dos percursos, atrações, horários, valores de ingressos, etc.

⇒ Leia também Ônibus turístico de 2 andares

Pegamos ele bem próximo do hotel e fomos direto para o Castelinho Caracol, que foi uma das primeiras residências de Canela. Depois de visitar os cômodos da casa e o jardim, fomos provar o Apfelstrudel, a famosa torta de maçã, que é servida na sala de chá da casa. A receita é tradicional e o pessoal da região diz que a do Castelinho é a melhor (eu adorei!).

⇒ Saiba mais sobre essa delícia aqui.

Na sequência voltamos a Gramado e fomos ao Le Jardim – Parque de Lavanda. Um espaço lindo com um jardim super bem cuidado, estufas, um bistrô e loja temática. Um encanto! Só não é legal a acessibilidade. Os jardins são em níveis diferentes, têm degraus com espaços decorados por flores que levam até as estufas. Minha mãe não subiu.

Pegamos o ônibus para o centro de Canela pra conhecer a Estação Campos de Canela, uma rua coberta com lojas e restaurantes. Fomos na praça que estava toda decorada, andamos no comércio e terminamos o passeio na igreja matriz que é linda.

Fomos à missa na catedral de Gramado e voltamos para o hotel, muita gente na rua;

Dia 6

Na segunda-feira fomos andando até o Mini Mundo. Como havíamos passado na frente do local algumas vezes, verifiquei que sempre tinha muita gente devido aos ônibus estacionados. Entramos assim que abriu e deu pra visitar tudo de forma tranquila. É de encantar a perfeição das miniaturas! Quando saímos é que estavam chegando grupos.

De lá pegamos um Uber e fomos ao Lago Negro. Demos uma volta completa caminhando. Paisagens sempre lindas!

Seguimos depois para o Mundo de Chocolate Lugano, um espaço com mais de 200 esculturas de chocolate que representam pontos turísticos. No final tem degustação de chocolate e eu amo!

Saindo de lá pegamos a Rua Torta sem muita gente e conseguimos tirar umas fotos.

Rua Torta em Gramado

À noite fomos para um restaurante aproveitar a sequência de foundue. Não voltaria sem e deixei propositalmente para a segunda-feira pois observei diariamente os restaurantes que tinham a sequência com filas grandes. Fiquei na dúvida e escolhi o Maximilia Foundue. O ambiente é bem legal e vi que eles tinham promoções no site. Pouquíssimas mesas ocupadas, fomos cedo e entramos assim que chegamos;

Dia 7

Na terça-feira foi nosso último dia. Demos uma volta no centro pela manhã, optamos por lanchar em vez de almoçar. Fomos na Casa do Colono, compramos suco de uva natural e pegamos uma fornada quentinha de pão com linguiça e cuca recheada. Delícia demais!

À noite fomos para o Garfo em Bombacha. Carnes e jantar excelentes! Os grupos estavam juntos em mesas compridas, não tinha distanciamento mas não podíamos circular sem máscaras e tínhamos que usar luvas descartáveis no buffet.

O show de danças típicas é lindo, só não houve interação com a plateia como eles costumavam fazer (antes eles dançavam entre as mesas e convidavam ao palco);

Dia 8

Na quarta ficamos arrumando as malas para a volta.

Aeroporto de Guarulhos lotado! Filas enormes para ir aos banheiros na área de conexão e nada de distanciamento social.

Valeu a pena viajar em meio a uma pandemia? Pra mim valeu sim. Teria prejuízo financeiro já que o crédito do hotel e tours era válido até janeiro de 2021. Sabia que havia risco de contaminação mas estava muito consciente dos cuidados, fiquei sem máscara só no quarto do hotel e para comer, além de usar álcool em gel o tempo todo.

Regulei minha mãe o máximo que pude e não tivemos nenhum sintoma na volta, graças a Deus.

Vi muitas pessoas desrespeitando os cuidados, máscaras com nariz de fora ou no queixo eram comuns.

Foi uma experiência diferente da que já tinha vivido em Gramado mas foi muito válida, especialmente por estar respeitando o isolamento.

Gramado é sempre um bom destino e já quero voltar.

Deu pra ver que Vanessa e a mãe aproveitaram e muito a viagem. Como ela comentou, o distanciamento praticamente não estava sendo exigido, mas o uso de máscara e álcool em gel estava fazendo parte do protocolo.

Muito obrigada Vanessa por compartilha sua viagem para Gramado na pandemia, como vocês tem muita gente viajando tomando os cuidados necessários e a meu ver, sendo muito corajosos, mas isso é uma questão muito pessoal não é verdade?

E você, está viajando na pandemia? Conta pra gente.

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