Chegou a hora de conhecermos o impressionante Death Valley National Park nos Estados Unidos. Aproveitamos mais uma viagem para Las Vegas e incluímos o Vale da Morte em nosso roteiro.

Estávamos com um casal de amigos numa viagem para San Francisco e Las Vegas. Era a primeira vez deles nas duas cidades, mas como nós já conhecíamos ambas – Las Vegas nem se fala – combinamos de incluir um lugar novo para conhecermos.

O roteiro foi sugerido por nós e durante as pesquisas surgiu o Death Valley como opção para uma viagem bate e volta. Nossos amigos concordaram e assim fizemos um roteiro dos lugares que gostaríamos (e que seriam possíveis de vermos em 1 dia).

Contudo antes de falar sobre nosso roteiro, dicas e mais informações sobre essa viagem, vamos deixar aqui alguns dados que sem dúvida deixarão você, que está lendo esse post, com vontade de conhecer esse parque surpreendente.

Sobre o Death Valley National Park

Só para exemplificar, veja se não é um lugar para todo viajante conhecer um dia:

  • O parque tem 300km de estradas pavimentadas;

Death Valley guia e roteiro

  • É o lugar mais quente das Américas e o segundo do mundo no verão;
  • São mais de 8.000 km²;
  • Fica na chamada zona de sombra de chuva, ou seja, quase nunca chove;
  • É lá onde fica Badwater Basin, o ponto mais abaixo do nível do mar (86m) da América do Norte;
Death Valley guia e roteiro

Badwater Basin

  • Death Valley é o maior parque nacional fora do Alasca.

Quando ir

Como todo parque, o Death Valley tem características bem distintas ao longo das estações do ano.

De acordo com o mês, já que as estações no ano são bem definidas nos Estados Unidos, devemos tomar precauções antes de ir para não voltarmos com uma má impressão do lugar concorda?

Por isso achamos imprescindível pesquisarmos bastante antes de colocarmos um parque nacional em nossos roteiros.

Devido ao calor que já chegou aos 57ºC, mas isso foi lá no começo dos anos 1930, o verão é uma época bem complicada pra ir. Porém se estiver planejando sua viagem para essa estação, não deixe de ir. As temperaturas chegam perto dos 50ºC mas indo prevenido não é o fim do mundo.

Considere:

Entre abril e maio é primavera, uma época ótima porque não faz tanto calor durante o dia nem tanto frio à noite;

Em setembro e outubro é outono, também uma boa opção por não ser nem muito quente nem muito frio;

De final de maio a começo de setembro o calor tá com tudo, os 46ºC são a média durante o dia;

Novembro a janeiro é inverno, não chove, lindos dias de céu azul com vento frio.

Como nossa viagem seria na primeira quinzena de maio, o Death Valley era perfeito para nosso roteiro :).

Como ir

Quando vamos para Las Vegas sempre alugamos um carro, veja aqui o que já falamos a respeito. Teríamos 8 dias inteiros na cidade, então optamos por dividirmos nossa estada, ficamos 4 dias, fomos para o Death Valley onde dormimos e no outro dia voltamos para mais 3 noites em Vegas.

Há algumas opções de trajetos saindo de Las Vegas, optamos pela que passa pelo Red Rock Canyon que era um lugar que queríamos conhecer há tempo.

Coloque no Google Maps e veja a melhor opção para seu roteiro. Saímos pela US-95, paramos no Red Rock Canyon, de lá seguimos pela NV-613.

Planejamento antecipado

Antes de mais nada, quando pensamos num bate e volta para destinos como parques nacionais devemos levar em conta alguns cuidados para não sermos surpreendidos.

Alguns fatores são primordiais, como:

  • Distância da cidade-base até o destino;
  • Saber sobre as condições da estradas (ou vias de acesso);
  • Tempo estimado na estrada;
  • Existência de postos de gasolina;
  • Há lugares para comer pelo caminho ou mesmo no destino final?;
  • É preciso comprar algum ingresso para acesso?
  • No caso de optar por dormir, procurar hotel o quanto antes. Há alguns dentro do parque, outra opção são as cidades próximas. Isso vai depender do seu destino após o parque;
  • Saber sobre as condições climáticas para ir com roupas adequadas;
  • Pensar que como é um parque nacional, sapatos confortáveis fazem toda a diferença;
  • Traçar os lugares que pretende visitar para otimizar o tempo.

Sem dúvida esses são pontos que devemos levar em contar em toda viagem bate e volta, que por serem viagens rápidas, precisam ser bem pensadas para valerem a pena.

Como organizamos nossa visita ao Death Valley National Park

Época do ano

Como nossa viagem era no começo de maio, esse foi um fator que influenciou nossa decisão a favor do Death Valley. Vimos que era uma época do ano excelente já que não faz tanto calor nem frio.

Tempo no parque / hotel

Para aproveitarmos ao máximo nosso tempo no parque, optamos por dormirmos por lá. Não encontramos hotel com disponibilidade dentro dele.

Na verdade são poucas opções, então lotam rápido. Tentamos o The Ranch at Death Valley e o The Inn at Death Valley. Além desses ainda tem o Stovepipe Weels Village Hotel.

Death Valley guia e roteiro

Ainda há campings públicos no esquema chegou – pegou e os privados com melhor estrutura.

Outra opção são as cidades vizinhas de Beatty a 45 minutos de Furnace Creek e Pahrump a 1:30h que oferecem mais opções de hotéis. Fechamos com o Holiday Inn Exprss & Suites Pahrump, que fica em Pahrump).

Alimentação e combustível

Vimos que em Furnace Creek, que é o visitor center do parque, vendia lanches e o ticket de acesso ao parque. Mas mesmo assim levamos algumas coisinhas para comermos no carro.

Só há 2 postos de gasolina em todo o parque, um em Furnace Creek e outro em Stovepipe e os preços são bem mais altos do que a média. Enchemos o tanque na saída de Las Vegas e na volta em Pahrump.

Death Valley guia e roteiro

Posto de gasolina em Furnace Creek

Nosso roteiro no parque

Apesar de termos combinado de sairmos cedo de Las Vegas, acabamos pegando estrada mais tarde do que havíamos programado, dessa forma não conseguimos realizar o roteiro com havíamos planejado que era:

  • Furnace Creek – visitor center com estrutura de banheiro, compra de água, lanches e do ticket para o parque.
  • Dantes View – de lá vemos o Badwater (ponto mais baixo dos USA – 86m abaixo do nível do mar)
  • Artist Palette – montanhas que mudam de cor ao longo do dia
  • Devil’s Golf Course – terreno formado por pequenos cristais de sal
  • Natural Bridge
  • Badwater
  • Twenty Mules Team Canyon – uma estrada com lindas vistas de canyons
  • Zabriskie Point (por do sol)

Fizemos

  • Furnace Creek
  • Artist Palette
  • Natural Bridge
  • Badwater
  • Zabriskie Point

Mas isso contando que paramos no Red Rock Canyon, esse não saiu do roteiro :).

⇒ Vimos pelo caminho para Furnace Creek, já dentro do parque, um lugar com uma pequena estrutura onde resolvemos parar. Tinha banheiro e ao lado um pequeno quiosque com um totem para pagamento das taxas. Paramos só que quando descemos do carro percebemos que não estava funcionando. Por isso, não perca tempo parando nele, siga direto para o visitor center.

Death Valley guia e roteiro

O que vimos no Death Valley

Furnace Creek

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É onde fica o visitor center do parque. Como já dissemos anteriormente, há lanches à venda, um pequeno museu sobre o parque, um auditório para assistirmos a um pequeno filme (20 minutos) sobre a história do Death Valley, mapas para visitantes e o mais importante, é lá onde pagamos a taxa de permanência no parque.

Essa taxa custa U$ 30 por carro particular e tem validade de 7 dias, ou seja, podemos entrar e sair durante 7 dias. O comprovante do pagamento tem que ficar visível, a orientação é que fique em cima do painel de frente para o parabrisa para que possa ser visto pelos guardas que ficam monitorando o parque.

Death Valley guia e roteiro

Preços dos passes

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Estrutura de Furnace Creek

As opções de lanche não são muitas, são sanduíches frios, wraps, sucos e refrigerantes. É aconselhável parar num Walmart ainda em Las Vegas e comprar água e outras coisas para complementar o lanche.

Antes de sairmos de Furnace Creek comemos, conferimos nosso roteiro e refizemos os planos. Consultamos o mapa que recebemos e o gps para termos uma noção mais real das distâncias e optamos por eliminarmos alguns pontos.

Vamos colocar aqui os lugares na ordem em que fomos.

Natural Bridge

É uma formação natural, como o nome já sugere, onde há uma ponte de pedra.

A sinalização pela estrada é eficiente, chegamos sem problemas (mas usamos o gps também).

Death Valley guia e roteiro

Fomos com o carro até onde era permitido. Estacionamos e não vimos nada parecido com o que havíamos visto nas fotos durante as pesquisas sobre o parque.

Death Valley guia e roteiro

Estacionamento padrão nos pontos. Aquela casinha do lado esquerdo do carro é o banheiro.

Descemos e fomos até a placa que estava bem perto do carro. Vimos que tínhamos que caminhar um pouco até chegarmos à Natural Bridge. Fica a dica. Quando chegar aos lugares, leia as placas que elas têm as informações sobre cada ponto. Caminhamos quase 1 km para chegarmos onde queríamos :).

Mas vale a pena, o lugar é lindo e merece a caminhada e muitas fotos.

Death Valley guia e roteiro

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Badwater Basin

É o ponto mais abaixo do nível do mar da América do Norte, são 86m que estão marcados numa rocha. Essa foto é clássica.

Death Valley guia e roteiro

Zoom para ler a placa e ao lado a altura onde ela está que marca o nível do mar

O lugar é lindo, uma imensidão a perder de vista.

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Fomos caminhar pela grande planície de sal. Muita gente caminhava por lá, uns iam até bem longe e outros, como nós, ficaram a uns 100m do estacionamento.

Tudo isso que você vê na foto é uma camada de cristais de sal que se forma por causa da ação das chuvas. O sal acumula e cria uma bacia que com a evaporação das águas dos pequenos lagos que se formam criam uma crosta de sal.

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Artist Pallete

Tem esse nome porque as rochas mudam de cor de acordo com a hora do dia e posição do sol. Isso deve-se à oxidação de metais e cinzas vulcânicas.

Death Valley guia e roteiro

É um lugar muito bonito, daqueles que nos fazem pensar do que a natureza á capaz.

Death Valley guia e roteiro

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A Artist Drive é outra coisa que vale a pena mencionar, é uma pequena, estreita e sinuosa estrada com apenas 13km de extensão onde somos acompanhados por uma paisagem lindíssima das rochas coloridas.

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Zabriskie Point

Nos organizamos para chegarmos ao Zabriskie Point um pouco antes do por do sol.

A vista é linda, as rochas e o céu formam um colorido maravilhoso. É mais um lugar do Death Valley que impressiona pela beleza natural.

Death Valley guia e roteiro

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Esperamos o sol descer bem, mas antes de ficar totalmente noite pegamos estrada para Pahrump onde dormiríamos.

Death Valley guia e roteiro

Mais informações sobre o Death Valley aqui.

Pernoite em Parhump

Para garantirmos nossa boa noite de sono depois de um dia passeando pelo Death Valley, reservamos com antecedência nosso hotel. Como os do parque estavam lotados, escolhemos o Holiday Inn Express & Suites Pahrump que fica a 1 hora de viagem do parque no caminho de volta para Las Vegas.

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O hotel estava muito bem avaliado no Booking, nota 9,1 dada pelos hóspedes. E de fato,  quando chegamos lá confirmamos tudo o que lemos nas avaliações e vimos nas fotos.

Antes de irmos para o hotel paramos na KFC que fica quase em frente a ele. Barriga cheia seguimos para o hotel.

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Check in feito subimos para nossos quartos. O hotel é bem moderno, novo, ótima estrutura. Tem piscina, um lobby bem decorado com muitos sofás e mesas, uma pequena lojinha de conveniência e um espaço com computadores com livre acesso para os hóspedes.

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Tanto o nosso quarto como o de nossos amigos tinham com 2 camas Queen, não havia quarto com cama de casal disponível.

Quarto bem espaçoso, banheiro idem e com um chuveiro ótimo, tudo de acordo com o que havíamos visto no site antes da reserva.

Death Valley guia e roteiro

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Depois de uma excelente noite de sono descemos para o café da manhã que estava incluído na diária. Café estilo americano, tinha tudo o que precisávamos para seguirmos viagem. Restaurante bem organizado, tudo sendo reposto à medida que ia acabando.

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Ou seja, hotel é perfeito para uma viagem como a nossa.

O Holiday Inn Express fica na NV 160, não tem como errar.

Dicas gerais para uma viagem ao Death Valley

Em primeiro lugar, conhecer parques nacionais é para quem curte esse tipo de passeio. Só para exemplificar o que quero dizer, pouco antes de nossa viagem eu estava conversando com uma amiga, ela perguntou qual seria nosso próximo roteiro, quando eu mencionei Death Valley ela perguntou “o que vocês vão fazer lá?”

Dessa forma,  além de claro gostar desse tipo de passeio é bom saber o máximo de informação possível para não se frustrar ou chegar lá esperando uma cosia e encontrar outra.

Por outro lado, mesmo quem não é adepto de turismo ecológico, de trilhas ou qualquer outro tipo de turismo radical, ou que exija esforço físico, pode ficar tranquilo que o Vale da Morte pode ser conhecido tranquilamente dentro de um carro confortável, com ar-condicionado e banco macio :).

Salvo essas considerações, nossas dicas:

  • Confirme a previsão do tempo para ir com o vestuário adequado;
  • Leve água e lanche no carro;
  • Encha o tanque do carro antes de ir ou, se possível, abasteça pela estrada porque no parque o valor do combustível é bem mais alto;
  • Escolha os pontos que mais lhe interessam para não perder tempo andando de um lado para o outro porque há lugares bem distantes dentro do parque;
  • Em todos os principais pontos de parada têm banheiros, mas são muito sujos. Por isso, antes de sair de Furnace Creek use o de lá e torça para não ter vontade muitas vezes. Eu fui no do Zabriskie Point porque não conseguia mais segurar e estava até mais ou menos comparado com os outros que minha amiga tentou ir mas não consegui;
  • Caso vá no verão, lembre-se de desligar o ar-condicionado do carro de vez em quando durante o passeio para evitar o superaquecimento (overheat) que pode causar problemas no carro chegando a parar de funcionar.
  • Não esqueça de colocar o comprovante do pagamento da taxa num local visível dentro do carro;
  • Cuidado com o celular e/ou câmeras fotográficas, o vento pode levar areia e causar danos nesses equipamentos;
Death Valley guia e roteiro

Vento forte levantando areia enquanto estávamos na estrada

  • Respeite a sinalização, ela existe para sua segurança;

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  • Por fim, aproveite ao máximo que o Death Valley é um lugar surpreendente, não é à toa que recebe em torno de 360 mil turistas por ano.

Sem dúvida nenhuma o Vale da Morte foi o ponto alto dessa nossa viagem. Quando estiver planejando uma viagem para Las Vegas, considere uma esticadinha até lá, você vai se surpreender com o que vai encontrar.

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Nos vestimos em camadas para não termos surpresas com as mudanças de temperatura durante o dia. Pegamos um lindo céu azul como também cinzento com vento frio.

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