Quando estávamos pensando em mandar nosso filho do meio fazer um intercâmbio de férias, o foco principal era aprimorar o inglês, mas na volta, vimos que um intercâmbio não é apenas o idioma, vai muito, mas muito além disso.

Foram apenas 4 semanas longe de nós mas que causaram algumas mudanças muito visíveis nele.

Como vocês devem ter lido no post com o planejamento dessa viagem (link lilás que coloquei no início desse post), mencionei todos os detalhes, desde como surgiu a ideia, como o destino foi escolhido, o porque dele ir com essa idade e todos os detalhes que envolveram o planejamento.

Nesse post vou listar as oportunidades e experiências que ele teve além do aprimoramento do idioma que já era muito bom e agora está excelente, e não é corujisse de mãe não :).

Por que digo que um intercâmbio não é apenas o idioma?

Durante as semanas que José Ricardo estava em New York, nos falávamos todos os dias via WhatsApp. Ele tinha aulas das 8h às 12h de segunda a quinta e às sextas das 10h às 14h e praticamente todos os dias ele saía para passear por New York.

Ele já conhecia, tínhamos ido juntos 2 vezes antes dessa, mas claro que ainda tinha muito pra ver e repetir lugares que ele adora, como o Museu de História Natural por exemplo. E em alguns dias ele me pedia dicas de onde ir, o que ver, onde comer, e em outros ele me chamava ou mandava uma foto já nos lugares. Viajei junto com ele mesmo…

Por que um intercâmbio não é apenas o idioma?

Porque proporciona principalmente vivência, experiências e situações que um jovem de 16, 17 anos não passaria se estivesse em casa, ao lado dos pais, com toda a estrutura que uma família por perto proporciona.

Ele foi a lugares que amigos daqui indicaram, conheceu gente de várias partes do mundo. Era o mais jovem da turma e teve que fazer trabalhos em dupla, em equipe.

No teste de sondagem ficou no último nível da escola, a média de idade da sala que ele ficou era de 25 anos, por isso eu disse que não estava sendo uma mãe coruja, sei o potencial dele.

Ele nos mostrou um lado que não conhecíamos, foi super comedido nos gastos, comprou roupas sozinho, soube lidar muito bem com os custos das refeições.

Quando chegamos lá ele estava com quase metade do dinheiro que levou. Ele nunca foi de gastar à toa, mas o cuidado com os custos principalmente nas refeições foi de um jeito que eu cheguei a ficar preocupada, mas ele estava muito satisfeito e sempre dizia que estava tudo sob controle.

Durante o intercâmbio ele foi a lugares que gostaria de ir e alguns eram programações fora de um roteiro turístico.

Alguns exemplos:

Ir ao cinema e peças que os locais assistem

Antes de viajar, ele disse que queria ir ao cinema, seria um dos primeiros programas por lá, e realmente foi.

Depois viu um cartaz no metrô sobre um stand-up que ele se interessou, comprou o ingresso, assistiu e disse que se divertiu muito.

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Assistir a um jogo do Yankee no estádio do Bronx

Esse evento foi divulgado na escola, um grupo de estudantes comprou os ingressos e foi. José Ricardo adorou, disse que é uma bela festa, os torcedores super animados, um grande evento.

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Ir à exposição sobre o figurino do filme Star Wars no Discovery

Viu um anúncio e se interessou. Comprou o ingresso online e foi ver, saiu de lá com uma camisa e uma caneca kkkk.

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Ir a lugares tradicionais como o Nathan’s e o Gray’s Papaya para comer um delicioso hot dog

Gray’s Papaya ele já conhecia, fomos juntos as vezes que estivemos em New York, mas o Nathan’s ele passou pela frente e resolveu experimentar. E foi aprovado. Fica a dica :).

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Alguns pontos nos chamaram atenção durante as semanas que ele estava sozinho e depois quando nos encontramos com ele. Ele se mostrou muito mais resolvido e decidido do que esperávamos.

O senso de responsabilidade foi como prevíamos, às vezes nós dizemos pra ele sair um pouco da linha porque ele é muito caxias com tudo.

Quando nos encontramos, logo de cara percebemos que ele estava diferente, como 3 semanas podem mudar um jovem… Estava mais seguro, com um ar de quem sabe o que quer, dá pra entender?

Pegamos ele na casa onde estava e fizemos uma viagem de carro de New York para Boston onde ficamos o final de semana e lá percebemos como ele estava independente.

Durante a semana que ficamos juntos, ele continuou na casa que era perto da escola, nos encontrávamos todos os dias para o almoço e ficávamos juntos até tarde da noite quando nos despedíamos e ele seguia sozinho de metrô pra casa.

Nessa hora ficávamos olhando ele seguir para outra estação ou entrar em outro trem e o coração apertava porque sempre passava das 22h e achávamos perigoso, mas ele dizia que “já estava acostumado”.

Pontos positivos de viajar sozinho

Embarcar sozinho

Na ida e na volta José Ricardo embarcou sozinho. A ida foi super tranquila e ele ainda teve a sorte de um upgrade no voo do Rio de Janeiro para o Panamá pela United, houve overbooking na econômica e ele foi na executiva.

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Jantar no avião na executiva

Já a volta não foi nada boa como já contei no post Como é voar com a Azul de Ne York para o Brasil. Houve atraso, perda de voo e no final ele embarcou em outra cia aérea.

O que interesse é que chegou em casa bem e depois dessa, ele viu que tudo se resolve e que o fundamental é ter calma.

Locomoção

Pegar o metrô era uma coisa pra ele totalmente natural, como em nossas viagens anteriores com as crianças usávamos esse meio de transporte para todo lugar, ele sabia como funcionava e se virou muito bem.

Andava pra todo lado, a qualquer hora do dia e da noite sem nenhum receio e se sentindo muito à vontade. Ele diz que queria muito que aqui em Recife tivesse um serviço de metrô como o de New York, ele usaria com certeza.

Refeições

Escolher o que comer no almoço e jantar era bem engraçado. Em casa tento manter uma dieta saudável, em nossa mesa não temos batata frita, refrigerante, frituras diariamente, são ‘guloseimas’ de final de semana e fiquei muito feliz ao ver que ele procurou manter essa rotina.

Houve dias que comeu ‘porcaria’ como chamo as comidas que não são saudáveis, mas na maioria comeu alimentos que normalmente teríamos em nossa mesa e o mais engraçado, ele fotografava e me mandava.

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E houve dias em que ele foi a um supermercado, comprou o que queria e cozinhou em casa. Fiquei super orgulhosa do meu filhote, vi que quando peço pra ele me ajudar algumas vezes na cozinha surtiu efeito. Ele aprendeu como cozinhar algumas coisas simples e pôs em prática.

Roupas

Ah, esse um capítulo à parte! Ele levou roupa suficiente para só precisar lavar depois de 2 semanas. Juntou tudo e levou numa lavanderia perto de casa. Nos falamos por telefone e ele estava espantado com os valores da lavanderia. Pagou U$ 8 para lavar e passar todas as roupas que usou durante 15 dias. E se tivesse ficado lá esperando, pagaria menos ainda, mas ele optou por deixá-las e pegar no outro dia.

Mas uma ‘descoberta’ que ele me revelou quando já estávamos juntos no hotel foi que havia deixado umas peças de roupas usadas em cima da cama desocupada que havia no quarto dele e que 3 dias depois quando foi pegá-las pra levar pra lavanderia elas estavam ‘cheirosas’.

Segundo ele, o sol que entrava pela janela tirou o cheiro das roupas e ele usou sem lavar kkkk. Rimos muito dessa história e deixamos bem claro que essa tática não seria aplicada em casa.

Lidar com dinheiro

Quando ele saiu daqui levou dinheiro e um cartão VTM dado pela Dreams, a agência com quem contratamos o intercâmbio. O cartão foi bloqueado para ele usar apenas em caso de necessidade.

Além disso, solicitamos um cartão VISA como nosso dependente para alguma necessidade maior, mas que graças a Deus ele não precisou usar.

Fizemos uma média de gasto diário com as 2 refeições de U$ 50/dia, mas isso com sobra claro, foi uma meta com bastante precaução.

Conversamos antes sobre certos valores, o que estaria dentro de nosso limite de orçamento. Ele levou dinheiro para transporte e refeições com sobra e para algum eventual imprevisto e quando chegamos lá ele tinha muito mais do que esperávamos.

Vimos que nossas orientações no dia a dia foram bem assimiladas. Quando estávamos juntos em New York, ele não gastava mais com refeições e o dinheiro que economizou ficou pra ele como recompensa pelo cuidado que teve.

Usou para comprar umas coisinhas que queria, na verdade, ele confessou depois que economizou com esse intuito.

Independência

Ponto muito importante para um jovem. Saber que não tem com quem contar em caso de uma necessidade, num lugar estranho, longe de toda a família.

Pensar que “apenas eu posso resolver meus problemas” deixa qualquer um tenso, ansioso e é preciso saber lidar com isso.

José Ricardo não passou por nenhuma situação que gerasse estresse, mas se sentir independente e com liberdade para fazer o que e quando quisesse foi o que mais ele gostou durante esse intercâmbio.

Vimos que mandamos nosso filho para uma experiência como essa no tempo certo e pelo tempo certo. Ele pretende estudar fora e faremos o que pudermos para isso acontecer.

Comprovamos que um intercâmbio não é apenas o idioma que se aprende ou aprimora, é uma lição de vida que vai ficar registrada pra sempre nas histórias que ele irá contar aos amigos e mais pra frente aos filhos.

Depois dessa viagem, vimos que apesar de muito jovem, nosso filho está preparado para encarar uma vida longe de nós que é o que ele pretende para muito em breve e se Deus quiser ele sairá vitorioso e nós pra lá de orgulhosos.

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