E agora? Essa deve ser a pergunta que a maioria dos viajantes está fazendo depois de saber que o IOF sobe de 0,38% para 1,1% na compra de moedas estrangeiras a partir de 03 de maio. Será que aquela viagem para o exterior que estava super programada pode ir por água abaixo?

Não se desespere, o governo aumentou o imposto mas o segredo continua sendo como comprar.

Sempre comentamos que para conseguirmos viajar mais de uma vez por ano para o exterior defendemos a programação, e um dos fatores primordiais é diluir os custos ao logo dos meses de planejamento. Comprar a moeda do país de destino é uma das ações que fazemos mês a mês. Assim conseguimos ter uma média de cotação melhor. E com esse aumento do IOF isso também faz a diferença.

Antes de comprar qualquer moeda, faça uma cotação nas casas de câmbio que você conhece, que são de confiança e use também o site Melhor Câmbio, ele faz um comparativo dos valores das moedas nas casas de câmbio de várias cidades do Brasil.

O IOF será acrescido diretamente ao valor da moeda. Por exemplo, se você comprou 1 dólar a R$ 3,45 com IOF de 0,38%, depois do aumento você pagará R$ 3,69. Aí você pensa “poxa, pagarei R$ 0,24 por dólar”. Correto, pensando num montante maior: comprando 100 dólares, você pagaria R$ 345,00 e agora pagará R$ 369,00. Se numa viagem você pretende levar 3.000 dólares, iria gastar R$ 10.350,00, depois do aumento R$ 11.070,00. Uma diferença de R$ 720,00.

Dependendo do destino, essa diferença poderia ser o valor da hospedagem ou da alimentação durante a viagem. Sim, é verdade, mas se você tem o hábito da programação, esses pouco mais de R$ 700,00 serão diluídos ao longo dos meses que antecedem sua viagem se você for comprando a moeda aos poucos. Além de que, quando fizer a média da cotação que pagou, esse valor pode diminuir. Fiz um simulação baseada em apenas um valor de cotação. Deu pra entender?

E com esse aumento do IOF, as demais formas de pagamento que usamos em viagens também sofrem?

A resposta é não. Para deixar tudo bem esclarecido:

1 – Cartões de crédito – 6,38% de IOF (valor do dia do fechamento da fatura)

2 – Cartões de débito – 6,38% de IOF (valor da cotação do dia do saque)

3 – Cartões pré-pagos (aqueles que compramos e colocamos crédito na moeda local) 6,38% IOF (valor do dia da recarga)

Viram as outras formas de pagamento permanecem com os mesmos impostos?

Dicas

– Compre pequenas quantidades com antecedência para ter uma melhor média no final;

– Faça cotação em 2 ou 3 casas de câmbio de sua confiança;

– Certifique-se de que a casa de câmbio é credenciada ao Banco Central para ter a certeza de autenticidade da moeda;

Infelizmente o bolso do viajante vai sentir, mas não é uma diferença assim tão grande que possa fazer com que uma viagem seja cancelada, mas isso claro pra quem planeja suas viagens, porque pra quem vai viajar em cima da hora, sente muito mais no bolso.

Quem tem viagem programada e dilui os gastos aos poucos? Conta pra gente o que mais ajuda com a programação financeira de uma viagem :).

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