Por que ir a San Andrés? Quando escolhi a ilha como o destino para nossa viagem de aniversário de casamento, o fator principal foi o valor da passagem, no meu caso, a quantidade de milhas para resgatar. Mas durante o planejamento da viagem, fui conhecendo o lugar e fiquei muito ansiosa com o que poderíamos encontrar chegando lá e voltei encantada.

Para quem estiver com dúvidas se vale a pena conhecer, segue aqui uma lista com 6 motivos para ir a San Andrés, esse pedaço do Caribe que pertence à Colômbia.

Veja aqui o planejamento detalhado dessa viagem

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1 – Visual de tirar o fôlego

Na chegada, a vista do avião já dá um gostinho do que vamos encontrar na ilha. A cor do mar já encanta lá de cima, mas quando se chega às margens dele, é impressionante. Os vários tons de azul que, segundo um dos marinheiros de um passeio que fizemos, mudam de acordo com a profundidade e cor da areia do fundo do mar fazem a ilha também ser chamada de O mar dos 7 tons de azul. E faz todo sentido né?

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Para apreciar toda a beleza da ilha, não é preciso sair de barco, basta ficar observando da janela do hotel…

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…sentado numa cadeira à beira-mar em uma das várias praias urbanas….

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…. para quem encara uma atividade mais radical, sobrevoar de um parasail e ter a vista mais linda do mar que já tivemos até hoje…

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….ou até da varanda de um dos restaurantes à beira-mar…

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2 – Opções de lazer

Em San Andrés, as opções de passeios às ilhas e praias próximas, e até mais distantes como é o caso de Cayo Bolívar e Providencia, são muitas.

Cayo Bolívar

Cayo Bolívar

 

Mergulho no Acuario

Mergulho no Acuario

Além de muitas atividades de lazer como alugar jetski, mergulhar de cilindro, voar de parasail, alugar um carrinho de golfe ou uma mula para dar uma volta pela ilha e parar nos pontos que quiser, e para quem se arrisca, pode alugar uma scooter durante todo um dia e fazer os passeios urbanos que quiser. Nós alugamos os 3!

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Esse é o carrinho que chamam de mula

Esse é o carrinho que chamam de mula

 

Estrada ao redor da ilha

Estrada ao redor da ilha

 

Nós na scooter

Nós na scooter

Uma outra opção, é mergulhar em apneia nos pontos onde os peixes ficam nadando junto aos turistas. Eles ficam na parte menos povoada da ilha e para se chegar lá é preciso alugar um carrinho/ moto ou pegar um táxi. São La Piscinita e West View.

Mergulho de apneia em West View

Mergulho de apneia em West View

3 – Praias paradisíacas

Há várias pequenas ilhas ao redor de San Andrés para onde partem barcos diariamente. O mar é lindo e em todas elas é possível tomar um delicioso banho.

Johnny Cay

Haines Cay

Para quem não curte, tem medo de navegar, não sabe nadar e fica apreensivo em andar de barco, pode curtir e muito dias lindos à beira-mar nas várias praias urbanas que circundam a ilha, como Playa de Sprat Bight, Rocky Cay, San Luis, além do Jardim Botânico que fica no povoado de San Luis. O mar nessa praias é calmo e o banho muito gostoso. Há lugares que as pedras formam piscinas naturais super rasinhas, deliciosas para um banho.

San Luis

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Playa de Spratt Bight

Playa de Spratt Bight

4 – Gastronomia

Nossa, comemos muito bem, optamos por peixe e frutos do mar em quase todas as refeiçoes durante toda a semana que ficamos na San Andrés. A ilha é muito bem servida de restaurantes, fomos muito bem atendidos em todos que fomos e olha que só repetimos 1 deles. Foi uma agradável surpresa e os preços eram muito ‘estimulantes’ :).

Bruschetta com creme de atum

Bruschetta com creme de atum

Um dos vários ceviches que experimentamos

Um dos vários ceviches que experimentamos

5 – Moeda super favorável

O COP, nome oficial do peso colombiano, estava com uma cotação muito boa quando comparado com o dólar, que foi a moeda que levamos para fazermos câmbio. Não compramos a moeda na semana de nossa viagem, temos o hábito de ir comprando uma quantidade por mês já que temos uma rotina de viagens. Mas mesmo para quem estava levando o real para trocar lá, o câmbio é bem satisfatório, nosso dinheiro vale alguma coisa lá sim. São moedas grandes, de 2.000, 5.000, 50.000…

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Mas faça câmbio em Bogotá ou na Cidade do Panamá nos aeroportos, já que todas as companhias aéreas fazem conexões nessas cidades, e para quem mora no Rio de Janeiro ou São Paulo, sugiro cotar antes de viajar. Aqui em Recife não encontramos casas de câmbio trabalhando com pesos colombianos.

Fizemos câmbio em Bogotá e em San Andrés.

1 dólar = 2.700 U$ (média dos 3 câmbios que fizemos).

O câmbio direto do real estava 1 R$ = 850 COP.

Num cálculo prático para termos ideia dos valores em reais, 5.000 COP = R$ 7,50, ou seja, pega-se o valor em pesos colombianos, tira-se os 3 zeros finais, acrescenta-se 50% do valor e chega-se bem próximo do que vale em reais :).

6 – Opção de conhecer Bogotá durante uma conexão

Não há voos direto para San Andrés, exceto a Copa Airlines que faz conexão na Cidade do Panamá, as demais companhias aéreas que voam do Brasil pra lá, fazem conexão em Bogotá. Assim, na ida ou na volta, podemos escolher um voo que nos proporcione uma conexão com tempo suficiente para um passeio pelo centro histórico da capital, garanto que vale muito a pena.

Centro histórico de Bogotá

Centro histórico de Bogotá

Dicas gerais:

– Todos os preços são negociáveis, tanto dos passeios como dos aluguéis dos veículos e equipamentos;

– O uso de sapatilhas para andar sobre as pedras é fundamental. Se tiver, leve as suas, lá vendem mas os preços podem ser salgados dependendo do lugar onde vai comprar e em alguns lugares tem para alugar;

– Se tiver snorkel e máscara de mergulho, leve, vai usá-los sem dúvida nenhuma, em todos os lugares onde é possível mergulhar há opções para aluguel, mas vamos combinar que alugar snorkel principalmente, não é nada higiênico :); E há várias lojas que vendem, vão desde os profissionais aos mais fraquinhos;

– Caso vá fazer câmbio no Bancolombia na ilha, leve o passaporte original, eles precisam ver o carimbo de entrada no país;

– Leve muito protetor solar, o sol é escaldante;

– Para entrar na ilha, é preciso pagar uma taxa de turismo no aeroporto, guarde o comprovante porque irá precisar apresentar na saída;

– Cuidado ao passar as cédulas, as de 10.000 e 100.000 são muito parecidas, se pegar um comerciante desonesto, pode perder dinheiro. Aconteceu com a gente ao contrário, Ricardo entregou uma de 10.000 pensando que era de 100.000;

– Dê preferência às mulas no lugar dos carrinhos de golfe, eles são muito lentos. As mulas são um pouco mais caras, além de andarem mais rápido, têm retrovisores e cintos de segurança, itens que o de golfe não tem;

– Para dirigir o carrinho de golfe, a mula ou motos, não é necessário apresentar carteira de motorista;

– Em todos os restaurantes que fomos, os 10% do garçom são opcionais;

– Não deixe de experimentar a limonada com coco, é deliciosa;

– Em todos os restaurantes que fomos, o arroz servido tem coco, é um pouco adocicado, se não gostar peça o arroz comum que em alguns oferecem essa opção;

– Pollo = frango, pescado = peixe, patacon = banana da terra frita com uma massa crocante;

– Quando for fazer algum passeio de barco, vista uma saída de banho/ camisa com manga, o uso de coletes é obrigatório e geralmente são bem sujos e alguns bem fedidos;

– Não experimentamos o Coco loco, uma bebida à base de coco e vários tipos de destilados. Dizem que é bem forte, fomos deixando pra depois e acabamos que não tomamos, mas eu queria experimentar :);

– Compre um mapa da ilha, ajuda muita no passeio de carrinho, o nosso compramos no hotel mesmo;

– Não precisa sair do hotel com chinelo, use sempre a sapatilha, elas irão servir, além de caminhar por cima das pedras, ajudam a não queimar os pés na areia quente. Temos sapatilhas há um bom tempo, vamos muito à praia, mas nunca tínhamos pensado nisso…. vimos todo mundo lá sempre com elas nos pés e aderimos, mas quando estiver sentado na areia tomando um solzinho, ou mesmo na sombra, tire-as para não ficar com marca nos pés :).

E aí, deu vontade ir a San Andrés? Nós voltamos com vontade de levar nossos filhos, queremos muito que eles conheçam aquele pedacinho do Caribe que nos recebeu tão bem durante os dias que ficamos por lá.

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6 motivos para ir a San Andrés