Em nossa segunda viagem à Europa, Amsterdam era uma cidade que pra mim não poderia deixar de entrar no roteiro. Ricardo concordou e fomos pra lá partindo de Londres, voamos pela Easyjet num voo que durou pouco mais de 2h.

Quando compramos as passagens desse voo e comecei a estudar sobre a cidade, fiquei muito curiosa pra ir ao Museu de Anne Frank. Para não correr o risco de chegarmos lá e enfrentarmos grandes filas, comprei os ingressos direto pelo site.

Fiquei muito curiosa em saber detalhes sobre a história que Anne Frank contou no diário que escreveu durante o refúgio em Amsterdam e que foi publicado por seu pai após sua morte.

Para quem não conhece a história, foi uma menina alemã, judia que fugiu com a família de Frankfurt para a Holanda para escapar da perseguição nazista, porém quando Amsterdam foi tomada pelos alemães eles se refugiaram no sótão do prédio onde o pai dela, Otto Frank, trabalhava.

Ficaram lá por cerca de 2 anos até que seu esconderijo foi delatado aos alemães e em 04 de agosto de 1944 todos foram levados para diferentes campos de concentração e morreram meses depois, com exceção do chefe da família que foi o responsável inclusive pela abertura do museu.

Para saber mais, há o livro e o filme que contam a história de Anne Frank, que eu sugiro a quem pretende visitar o museu, com certeza a visita será muito mais proveitosa.

A visita

Com os ingressos em mãos  (9 euros cada) fomos no começo da manhã direto para o museu, não tinha filas para comprar na hora, mas mesmo assim fomos direcionados a uma fila específica para quem havia comprado pela internet.

Vimos logo na entrada que era proibido fotografar o interior do museu e sinceramente durante a visita eu não tive vontade alguma de fazer isso… fiquei muito emocionada. Por cada canto que passávamos eu lembrava do que tinha lido nas páginas daquele livro que devorei em 3 dias após chegar do trabalho depois das 20h em casa. Já vi várias fotos de visitantes, não sei se essa regra muda de tempos em tempos.

A casa fica na Prinsengracht 263-267,  para chegar indo de transporte público, partindo da Centraal Station que é um ponto de referência na cidade, de bonde pegue o 12 sentido Geuzenvelde e desça após 3 paradas.

Se preferir ônibus, na CS Prins Hendrikplatsoen pegue o 170 sentido Uithoom via Amstelveen e desça após 3 paradas, em ambos os casos, é preciso andar cerca de 100m para chegar ao museu que fica às margens do canal.

Fiquei muito impressionada com o que vi, andávamos em grupos pela casa. Quando vi a famosa estante que escondia a escada que dava acesso ao sótão onde as famílias ficavam, me deu um nó na garganta.

Depois de ver o quarto onde Anne dormia, alguns cartazes e anotações colados nas paredes, o banheiro, a cozinha onde passavam tanto tempo chegamos a uma sala onde passava uma apresentação muitimídia contando a história com fotos.

Na saída Ricardo queria me fotografar para registrar nossa visita já que eu havia feito tanta questão de ir, mas eu não estava com astral pra isso, eu preferia ficar quietinha com meus pensamentos para digerir tudo o que tinha visto e sentido.

Realmente mexeu muito comigo, mas como estávamos passeando e nos divertindo, ‘posei’ para umas fotinhas…

Anne Frank 3

Estátua de Anne Frank

E para fechar nossa visita com chave de ouro, quando estávamos sentados na grama nas margens do canal em frente à casa, o que ouço? As badaladas do famoso sino da Westerkerk, igreja datada de 1690 que fica atrás da casa e que Anne menciona inúmeras vezes no diário. O sino era seu guia de horários. Gente, pra mim foi o fim da picada, caí no choro :(.

Anne Frank 2

Westerkerk

Vocês podem estar se perguntando “por que Cynara está indicando esse museu já que ela saiu de lá nesse estado?” E eu respondo, porque vale muito a pena, me emocionei porque estava com a história fresquinha em minha cabeça e ao mesmo tempo estava realizando um sonho antigo que era conhecer Amsterdam.

Essa junção de emoções foi muito forte pra mim naquele instante. Eu tive a impressão de estar sendo ‘seguida’ por Anne enquanto caminhava pela casa… foi uma sensação muito forte mesmo.

Annie Frank 1

Quando nos sentamos na grama por uns minutos rezei por todos aqueles que viveram e foram vítimas daquele tempo terrível e principalmente agradeci a Anne por ter permitido que soubéssemos como era aquela realidade tão cruel que faz parte da história de todos, independente do lugar que vivam.

E ao mesmo tempo fiquei feliz por ela que sempre dizia que queria ‘fazer história, tornar-se alguém, uma escritora’.

Quem leu o livro entende o que estou falando… Pra quem gosta de história é uma atração imperdível.

No Museu de Anne Frank, é possível sentir um pouco do que aquelas famílias passaram durante os 2 anos que viveram ali.

Mais sobre Amsterdam

Cruzeiro com jantar em Amsterdam

A visita ao Museu de Anne Frank em Amsterdam. Emoção pura.

E para acompanhar nossas viagens, nos siga no Facebook,  Instagramtwitter,  YouTube, Pinterest e no Google+.

Para programar sua viagem, veja o que você pode fazer sem sair aqui do blog

Reservar hotel pelo Booking;  Comprar seu seguro viagem com a Seguros PromoAlugar seu carro com a RentCars; Comprar seu chip pré-pago para os EUA e Europa na Easy Sim 4U e fazer câmbio na MelhorCâmbio.