Pra finalizar os relatos dessa viagem, vou contar pra vocês como foram nossas refeições em Fernando de Noronha, acreditem, isso pode ser um problema na ilha! Só pra lembrar, já contei como foi a viagem e o que fizemos com as crianças .

Quando fomos anos atrás apenas Ricardo e eu, não passamos por nenhum perrengue nas horas das refeições, apesar das crianças não serem mais tão pequenas (9, 10 e 11 anos) ir a um bistrô à noite, por exemplo, não tinha nada a ver né gente?

Vou comentar sobre os lugares que fomos e quais as impressões de cada um.

Ah, um comentário sobre o almoço de recepção na casa de Djair e Dione, peixe na telha do restaurante do Dolphin Hotel, gente uma delícia, não fotografei porque almoçamos assim que chegamos em casa, as crianças com fome, enfim, fomos todos direto ao que interessava, mas não poderia deixar de mencionar, estava muito bom, senti o sabor acentuado do curry, o que me surpreendeu porque eu nunca havia visto receita nem comido peixe com curry. Aprovado!

Vamos lá aos lugares onde fizemos algumas refeições fora de casa…

Teju Açu Eco Pousada 

Nosso anfitrião havia entrado em contato com o proprietário da pousada Teju Açu e avisou sobre nossa ida, mas o restaurante é aberto ao público normalmente. Nossa mesa nos aguardava, estava muito bem posta com guardanapos de tecido, caminho de mesa de renda, luz ambiente, tudo perfeito. As crianças não quiseram jantar, pedimos filé com fritas pra elas, petiscos pra os adultos e mais tarde cada um de nós pediu um prato. Nossa bebida da noite foi vinho. Os preços salgados como tudo na ilha, isso já era esperado. Os pedidos foram todos aprovados (camarão selvagem com risoto de funghi) comida de excelente qualidade, apresentação impecável, tudo ok. As crianças queriam cada uma um petit gateau como sobremesa, confesso que eu também, adoro, custava R$ 29,90 cada, nesse caso não pedimos, explicamos que era nossa primeira saída e que em outra ocasião pediríamos porque estava muito caro (aqui pagamos em torno de R$ 15,00 dependendo do lugar). Quando viajamos não temos o hábito de comparar os preços minuciosamente, mas como o grupo era grande optamos por ‘adiar’ a guloseima.

Mesa-Teju-Açu

Pedidos-Teju-Açu

Empório São Miguel

Passamos por uma maratona em uma das noites. A criançada estava dividida entre pizza e hamburguer. Optamos por ir ao Empório São Miguel, restaurante, lanchonete, pizzaria, tinha um pouco de tudo. Fica em frente à praça onde tem o Restaurante Flamboyant que é o mais procurado pra o almoço por ser no peso e ter um preço mais ou menos.

Nos sentamos, pedimos o cardápio, olhamos os sanduíches, a pizza e a mais barata custava R$ 60,00, chamamos o garçom e perguntamos o tamanho e ele disse que seria pra 2 pessoas, cada um arregalou os olhos pros outros e o espanto foi geral. Éramos 10 pessoas ao todo, teríamos que pedir pelo menos 4 pizzas porque só os meninos queriam sanduíches, fora a bebida e os 10%, assim nossa conta seria em torno de R$ 4500,00. Nos levantamos na maior anarquia e fomos à procura de outro lugar. E aí o problema, qual lugar?

Passamos pela conhecida pizzaria NaMoita, como estava uma noite chuvosa o lugar estava fechado, seguimos pra Big Ton, idem, decidimos ir à Muzenza que fica vizinho à igreja. Ricardo e eu havíamos comido uma boa pizza lá em nossa viagem anterior, mas o lugar está entregue às baratas, mesas pegajosas, não aceitam cartão de crédito, um dos ‘pagantes’ do grupo iria usar, ainda bem que perguntamos antes, mas o que nos deixou impressionados foi que o garçom disse que poderíamos jantar e pagarmos no outro dia, pode isso? Antes mesmo de nos sentar decidimos não ficar, não tinha sanduíches e o cheiro do ambiente não estava lá muito convidativo. E mais uma vez, pra onde ir?

E a única opção naquele momento era voltar pra o Empório São Miguel, isso mesmo, voltar com caras de tacho kkkkk, e assim fizemos, estava ficando tarde e com certeza não teríamos tempo pra conseguir outra coisa. Paramos lá, o restaurante estava vazio, os garçons limpando as mesas, nos sentamos, outro garçom veio nos atender e quando perguntamos sobre a pizza ele nos disse que tinha 8 fatias!!! A essa altura tudo era festa, quem não ia comer comeu, os meninos mataram a vontade se deliciando no hamburguer, fomos os últimos a sair.

E pra fechar a noite com chave de ouro, o garçom não recebeu os 10% porque se envolveu na conversa dos homens de nosso grupo e eles decidiram que ele não merecia.

Emporio Sao Miguel

A pizza chegou depois, por enquanto só os hambúrgueres

Varanda

Almoçamos lá no dia da chuva. Pedimos uma peixada e um filé à parmegiana, eu não experimentei o filé, mas quem comeu aprovou, a peixada estava divina, o pirão dava pra comer puro! O restaurante estava bastante cheio, ficamos numa mesa no terraço, o cardápio tinha uma grande variedade de frutos do mar e até carne de sol. O preço seguia o padrão, mas saímos satisfeitos com a escolha.

Varanda

Pizzaria NaMoita

Pra fecharmos nossa maratona gastronômica, conseguimos ir à pizzaria NaMoita, o nome não poderia ser outro. A estrutura é apenas um quiosque de madeira no meio de árvores robustas, daí o nome, adorei! As poucas mesas ficam espalhadas embaixo das árvores, tem mesas de ferro e outras de madeira com longos bancos de um lado e do outro, foi numa dessas que ficamos.

Na chegada estava caindo uma chuvinha leve, lembram que comentei que tenho pavor a sapos? Então, quando descemos do carro peguei na mão de Ricardo e fomos a passos largos sem olhar pra os lados, eu tinha certeza que viria um se prestasse atenção. Conseguimos chegar na mesa, nos sentamos e os outros foram chegando também. Devidamente sentados, pedimos o cardápio, que é uma graça, foi impresso num tipo de papel proveniente do dessalinizador da COMPESA, chega à mesa enrolado como um pergaminho, claro que registrei. Nas mesas uns potes de vidro com velas acesas dentro ajudam a iluminar o local.

Enquanto olhávamos o cardápio, o garçom que era um sósia de Bob Marley chegou cheio de ginga e nos avisou que haviam apenas duas massas de pizza no restaurante, que se desejássemos pedir era bom garantirmos logo, confirmamos as duas, escolhemos os sabores e começamos o pedido dos refrigerantes. Durante o processo fomos avisados de que só tinham uma Coca-Cola e alguns guaranás. Pedimos as cocas mas nos restou apenas uma, enquanto nosso garçom chegava ao quiosque de apoio pra pedir, outro chegou antes e garantiu uma coca pra seu cliente….e assim continuamos.

Estou euzinha lá muito bem sentada tentando captar detalhes do local que adorei, escuto uma voz de mulher que vinha de trás de mim quase gritando “olha o sapo”….meu coração disparou, levantei minhas pernas e pousei no colo de Ricardo, todos da nossa mesa diziam “não é não, é um gato” e ela afirmava que era um “sapo enooooorme”, pronto, foi o suficiente pra que eu ficasse o resto da noite com as pernas em cima do colo de Ricardo, cobri os olhos com as mãos pra nem ver o ‘tal’ mas falaram que o garçom havia tirado ele de onde estava.

No meio desse furdunço, outro garçom veio nos atender e disse que tinha algumas cocas Zero, pedimos pra garantir. Nossa pizza chegou, muito gostosa e ainda bem que as duas filhas únicas do restaurante nos satisfizeram. Pra fechar a conta foi outra novela, a quantidade de refrigerantes não batia, as pizzas estavam registradas em outros sabores, mas depois de quase 30 minutos de conferências tudo se resolveu.

Durante o jantar descobrimos que existia uma família de sapos moradores antigos e o ‘chefe’ da família chamava-se Chicão! Pois é, e enquanto voltávamos pra casa descobri através de meus ‘amigos’ que quando chegamos havia um sapo bem atrás do banco onde me sentei e outro do lado oposto, todos viram e disfarçaram….acho que apesar de ter gostado muito da pizza não voltarei à NaMoita nem tão cedo!

NaMoita

NaMoita pedidos

Grupo Namoita

Olhem eu ali com as pernas em cima do banco enquanto Ricardo tirava a foto

Mas não acaba aqui não, pra fecharmos com chave de ouro essa viagem, sabem como foi nosso almoço no domingo? Um churrasco à beira mar na Praia do Bode, isso mesmo, qual o turista que faz isso em Fernando de Noronha?

Dione e Djair têm esse hábito e Fernando e Roberta já haviam participado do evento em outra viagem e fizeram questão de nos mostrar. As carnes levamos daqui dentro das malas em sacolas térmicas. A grelha era dos donos da casa, um casal de amigos deles moradores de lá juntaram-se a nós e o resto não precisa de muitos comentários…

Comecei registrando o coração de galinha no espeto, depois fui pra uma piscininha e esqueci o mundo kkkk.

churrasco

Até mabuia entrou na minha bolsa…

mabuia

Dione servindo

Roberta e Carla sentadas e Dione, nossa anfitriã, nos levando um churrasquinho

Como podem ter percebido, em Noronha não dá pra programar muitas aventuras gastronômicas. Queríamos muito ter ido ao jantar na Pousada Zé Maria que acontece às quartas e sábados, mas não conseguimos vagas, era preciso reservar com antecedência. Tem um bistrô no centro da vila que chama-se Cacimba, eu e Ricardo conhecemos da vez anterior, indicamos a minha irmã e meu cunhado, eles foram e aprovaram. Algumas pousadas têm restaurantes abertos ao público, são minoria e são caros. Como disse, vida noturna na ilha é praticamente inexistente, é o tipo de turismo pra curtir o que a natureza tem pra oferecer, o que em Noronha é pra lá de extraordinário.

Pra finalizar, uma imagem da entrada da casa que nos acolheu tão bem e que a identifica dentre as demais. Tem vários desses, criação dos moradores.

planta ovo

Chamam ‘a casa ovo’